Fernando Lima renuncia à presidência da CPI do Lixo

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O vereador da Câmara Municipal de Teresina, Fernando Lima, anunciou sua renúncia à presidência da CPI do Lixo e declarou que não irá assinar o relatório final da comissão. Segundo ele, foi voto vencido, sendo o único entre os quatro vereadores presentes a se posicionar contra a apresentação do documento.

Fernando Lima afirmou que houve discrepâncias nos pontos levantados durante as oitivas, o que motivou sua decisão. “Eu já renunciei e por esse motivo não vou assinar o relatório. Esse é o entendimento que tenho diante de tudo que vi e ouvi durante a comissão. Não podemos deixar isso passar. Para mim, o relatório não é satisfatório ao município, à Teresina e ao serviço de coleta de lixo”, declarou.

O parlamentar ressaltou que houve prejuízo ao município e defendeu que seja realizada uma licitação definitiva para os serviços de limpeza urbana, evitando o ciclo recorrente de contratações emergenciais. Ao todo, onze pessoas foram ouvidas pela CPI, sendo duas delas consideradas fundamentais por Fernando Lima: o ex-procurador-geral do município, Dr. Ricardo Martins, e o diretor de infraestrutura do TCE-PI, Dr. Bruno Camargo.

Segundo o vereador, os depoimentos revelaram pontos relevantes, como a cobrança de valores iguais para resíduos inertes e não inertes, apesar de o custo do primeiro ser menor. “Em outras capitais, o valor do resíduo inerte é de cerca de R$ 56 por tonelada. Aqui, está sendo cobrado aproximadamente R$ 159. São discrepâncias que não podem passar despercebidas e que lesam o município e o povo teresinense”, concluiu.

A CPI do Lixo foi instaurada a partir do Requerimento nº 891/2025 para investigar possíveis irregularidades em contratações emergenciais destinadas à execução dos serviços de limpeza urbana em Teresina. Desde o início dos trabalhos, os parlamentares analisaram documentos e ouviram gestores, representantes de empresas e dirigentes sindicais.

Alguns convocados não compareceram, o que gerou discussões sobre intimações. Em depoimentos anteriores, o Consórcio Recicle negou responsabilidade pela crise na coleta, enquanto a empresa Litucera preferiu não se manifestar. O relatório também citou decisões do Tribunal de Contas do Estado (TCE) relacionadas aos contratos investigados.

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